domingo, 26 de julho de 2009

Perdido...



Hoje sinto-me perdido, estou parado na chuva...
Viver sem sentido, dormir sem sonhar, procurar e não encontrar, vou-me afogando lentamente...
A minha vida inteira é uma guerra, e eu sem armas!
Estou preso num espaço vazio...fui derrotado no meu próprio jogo...

Parece que vivo na fronteira da realidade, onde posso mudar o que não gosto, excepto uma coisa, o facto de que estou perdido...
Ando a vaguear nas salas desta fronteira durante toda a minha vida, alternando entre a realidade e a fantasia...

Memórias que voltam para me assombrar revelam a verdade escondida dentro de mim para me lembrar o que é falso e o que é verdade...

A fria ilusão no fundo dos meus gritos...

Com o passado só podemos aprender, esquecer todas as letras, todas as dúvidas...

Tento voltar a por-me de pé, voltar a sentir o meu coração bater, libertar-me destas correntes que me prendem os movimentos e transpirar o meu próprio veneno de dentro das minhas veias...

Desta mancha negra que me assombra, afasto o passado que está entranhado na minha mente, o medo que me deixa em desânimo...

Tento encontrar o meu caminho de volta, voltar para o sabor agridoce da realidade, mas sempre que tento ir em outra direcção, acabo sempre onde estava antes...

Tornou-se um ciclo vicioso, por isso, estou preso no meu próprio mundo...

"Não sei para onde vou, mas estou a caminho..."

Até um dia destes, ou daqueles!

domingo, 8 de março de 2009

Pausa...



Apetecia-me por tudo em pausa de momento...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Pega a minha mão...


Pega na minha mão e segura-a...

Não foges de mim hoje?

Mantém-me quente e não largues...

Nós vamos escapar e eles nunca vão saber...


Desfruta a noite e a Lua tão brilhante...

Não foges de mim hoje?

Quero sussurrar palavras doces ao teu ouvido...

Tão perto que consigo ouvir o teu coração bater...


Vamos para longe, de maneira a que não se consiga ver a cidade...

Não foges de mim hoje?

Deixa todas as tristezas e preocupações para trás...

É tempo de desanuviar um pouco a alma...


Tu e eu juntos, estamos assim, bem.

Não foges de mim hoje?

Os problemas do dia a dia não existem...

Uma fuga inteligente e ninguém vai dar pela nossa falta...


Cede, não lutes contra mim...

Não foges de mim hoje...?

O mundo é frio e cruel, mas podemos ser livres...


Pega a minha mão, e foge comigo...



Sentidos...


Olha.

Sorri.

Chega-te a mim...

Acaricia.

Brinca com os meus lábios...

Amarra-me.

Venda-me os olhos...

Guia-me...

Explora-me.

Brinca.

Abraça-me.

Toca-me...

Move-te...muito, mas muito devagar...


Tens tempo, podes perde-lo...

Sempre em mudança, nunca parar...

Beija-me para sempre, nunca pares...

Faço-te perder...permanentemente..

Irremediavelmente, sou eu, desajeitado...

Faz-me apaixonar...


Beijar-te.

Cheirar-te.

Tomar-te o gosto...

Puxar-te.

Ferrar-te.

Entrar em ti...

Grita...

Mover lentamente...

Segue-me por todo o nosso caminho...

Mais rápido, dizes-me tu, com o teu corpo...

Desejo.

Prazer.

Dor.

Luxúria...

Obcesão.


Amor...


Leva o teu tempo a perderes o meu tempo...

Vou-te guiar, dizer-te para onde tens de ir...

Aqui, ali, e por toda a parte de mim...

Quero ir, ficar em ti, e cair...


Recuperar a respiração...

Paixão.

Depois, é o principio do fim...

Parar.

Ir, vezes e vezes sem conta...

Tu e eu, perdidos...mas verdadeiros.


Estás em mim...preenches-me os sentidos...!



quinta-feira, 12 de junho de 2008

Calor...


Com este calor, o que sabia bem agora, não era um Cubo Mágico...era um Cubo de Gelo nas costas...era tão, mas tão bom...

Sem sabor, sem cheiro, frio, como Água...quero sabor e cheiro!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Aquela noite...Pura e Dura!


Hoje sim...soltei o espírito do desejo de mim...deixei-o voar...

Cheguei a tua casa...estavas tu com uma t-shirt grande branca...apenas com umas cuecas cor de rosa por baixo...nada mais...o cabelo molhado...quase a pingar...castanho...pelos ombros...

Senti passar por mim o odor que o teu cabelo libertava que se misturava com o cheiro das velas com sabor a morango...olhei para ti...sentei-me no sofá e acendi mais um cigarro...desviei o olhar para baixo e reparei que tinhas pintado as unhas de negro...gostei...a meio do cigarro subi por ti com o olhar...reparei que a t-shirt chegava a meio das coxas...a pele queimada do sol...imaginei-me lambendo o suor agridoce...mas contive-me...

Olhei em redor à procura do comando da tv...desapareceste por momentos...liguei-a...perguntaste-me se queria tomar algo e já nem me lembro se disse alguma coisa...minutos mais tarde trouxeste-me um copo de sumo...nem me lembro do sabor...bebi-o de uma só vez...acendi outro cigarro com a ponta quase morta do outro...dei vida a algo...

Ouvi barulho na cozinha mas não liguei...pus-me a mudar de canal sem atenção ao que estava a dar...dei por mim a ver um documentário sobre caranguejos...vieste sentar-te ao pé de mim...colada a mim...senti algo frio e húmido no braço...era uma pinga que se soltou do teu cabelo...deixei-a ser absorvida por mim...fizeste-me abraçar-te...pegando no meu braço...e ali ficamos..durante um tempo...ajeitas-te a posição..e senti o teu seio..redondo e rijo...como um limão...excitei-me...mas mais uma vez...contive-me...

Apoiei-me nas duas mãos e levantei-me...perguntaste-me onde ia...não te respondi...fui á casa de banho...olhei-me no espelho...esfreguei a cara...senti a água a mergulhar no meu peito...não o sequei...limpei a cara...olho-me de relance ao espelho e saio...fui á cozinha...abro o congelador e tiro duas pedras de gelo e ponho-as num copo...vou na tua direcção sem falar...sem expressão estampada em mim...levantaste-te em direcção a mim...atirei-te para cima do sofá...ficaste a olhar para mim com dúvida de algo...pouso o copo para cima da mesa de vidro que quase que partia com tanta violência...esticaste-te como uma sereia a apanhar banhos de sol em cima duma rocha perdida no meio do mar...com as pernas cruzadas...

fui para cima de ti...beijei-te...ferrei-te...fiz de tudo para não te desejar...mas o desejo não perdoava...encontrei o amor nos teus olhos se mi abertos...de joelhos aos teus pés...rasguei-te a t-shirt a meio...estiquei-me e consegui apanhar o copo...as duas pedras de gelo quase que só pareciam uma...parti-as a meio com os dentes que se queixaram de dor quando as trinquei...segurei uma com os dentes e colei-me a ti...vi como trincavas o lábio inferior com os olhos grandes e azuis que só queriam fechar e voar...olhar de ternura...percorri os mamilos duros e redondos como duas moedas de ouro...o gelo derretia...cada vez mais...até que o deixei cair por ti abaixo...parou no umbigo...soltas-te um gemido...parou no umbigo...segurei-te os braços e lutavas com as pernas para te soltar...mas não te soltei...gemias...e gemias mais ainda e não te soltei...fiquei a observar o liquido transparente que se acendia na tua pele morena...derreteu...ficou á temperatura do teu corpo...levantei-me com um sorriso malvado...no mesmo segundo ficaste de 4 no sofá...olhaste para mim e disseste-me..."fode-me como nunca fodeste ninguém..."...tirei-te as cuecas encharcadas...baixei-me e lambi o liquido escorrido nas coxas que o teu interior não conseguia reter...levantei a cabeça e penetrei-te com a minha língua quente e molhada...saliva dentro de ti...misturada com prazer...tu tremias e crescias ainda mais...ferrava o teu clitóris que latejava...gemias e gritavas para que não parasse...entrei em ti...mergulhei a língua dentro de ti...como a um corneto de morango...sentia o doce...saboreava o amargo...vieste-te como uma louca...já não tinhas força para te aguentar nos joelhos...mas não te deixei ir abaixo...agora sim...não me conti...e meti a força do meu ser devagar enquanto gemias...agarrei-te pelas nádegas e fodi-te com uma força tal que ficaste com elas marcadas...as minhas mãos marcadas em ti...na pele morena...vermelha...ouvia...sentia...quente...húmida...molhada...encharcada...gemias...eras tu...a dizer-me para não parar...a minha excitação crescia ainda mais...agarrei-te com uma mão pelo cabelo e outra no ombro esquerdo...vieste-te outra vez...estavas no auge...sentias-te uma fera a ser dominada...por mim...agarrei-te pelas ancas largas que sobressaem nas saias curtas que usas e apertei-te...colei-te a mim...vim-me dentro de ti...soltei toda a minha vida dentro de ti...larguei-te e no mesmo momento deixaste-te escorregar até caíres...

Disseste-me "adorei...!"...olhei para ti...corri-te com o olhar...sorri...reparei como estavas encharcada de suor no sofá de couro preto baço...aproximei-me...beijei-te a testa...passei a mão no teu rosto...e lá ficaste tu...nua...com o desejo do prazer saciado...virei costas...dirigi-me á porta de saída...soltei mais um sorriso...acendi mais um cigarro e saí...e não...neste tempo todo não falei...quiseste que te amasse e foi o que fiz...amei-te...dei-te prazer...

( Foi escrito há bastante tempo...mas só hoje me deu para o por aqui... )

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Surpresa...


Ela sabia que Ele gostava de surpresas...por isso fez-lhe uma...

Uma da manhã, chega ele a casa, o trabalho não tinha corrido bem, estava cansado, suado, tinha os pés frios e a cabeça quente...

Começa aquela rotina de quando chega a casa, atira a roupa pelo quarto e quer um banho...até que vê uma luz quase a desfalecer pelo pouco que a porta deixava ver...era a vela...

Abre a porta lentamente, olha para o chão e vê a roupa dela...olha para a cama e sorri...fica uns momentos encostado à parede só a observar...

Ela estava com uma mão por baixo da almofada dele, uma perna dobrada em forma de quatro de fora dos lençóis, as costas que tinham aquele tom de chocolate mas que eram viciantes como café para Ele, estavam descobertas, as ancas meias descobertas deixavam adivinhar aquelas cuecas de vela pretas uma camisa de dormir negra, quase transparente, queria estar bonita para Ele...estava tranquila, quase que era pecado acordá-la naquele momento...

Ele suspira, vai directo para a banheira...a água quase a escaldar cobre-o como um manto de veludo...Ele gosta...é como uma pequena delícia...seca-se, mas não totalmente, passa a toalha ao de leve, gosta de sair do banho e sentir o corpo a fumegar e húmido...

Vai em direcção para a cama...entra devagarinho, para não a acordar, gosta de a ver assim, tranquilamente deliciada no seu sonho...

Passa as pontas dos dedos lentamente, pelos tornozelos, joelhos, coxas, ancas, ventre, peito, ombros, e pára na sua face...

Afasta-lhe o cabelo, beija-lhe o pescoço...

Diz-lhe num tom meloso:

- Sabes o que mais gosto em ti...? A oportunidade de conhecer algo novo de ti todos os dias...

Ela vira-se para ele, beija-o, esboça um sorriso, cheira-lhe o pescoço, e aninha-se no seu colo, no calor do seu abraço, sentia-se protegida, não havia nada de que ela tivesse medo quando lá estava assim, perdida...

Ele penteia-lhe o cabelo com as pontas dos dedos e diz-lhe:

- Apeteces-me, mesmo quando estás em silêncio...

Beija-a na testa, cheira-lhe o sorriso que o seduz, enrosca-se nela, e adormece assim, calmo, com um sorriso nos lábios, só pela satisfação de a ter ali naquele momento...


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Olhar...


Um olhar por vezes diz-nos muito, há que os saber interpretar e mergulhar até conseguirmos "roubar" alguns segredos...

É feio "roubar", mas é algo que não dá para resistir...faz parte do meu ser...

E agora vou-me perder nos lençóis da minha cama...ver se consigo incendiar as estrelas que lá tenho, absorver o cheiro do quarto, e guardá-lo em mim...

( Continua depois do sonho... )

3:13

Acendo um cigarro...

Eu sonhei, mas sonhei com algo que me inquietou, os meus medos...

Tenho medo de não viver tudo o que tenciono viver, mas não de morrer...
Tenho medo de não já saber amar, mas não de me apaixonar...
Tenho medo de não conseguir sonhar, mas não de adormecer...
Tenho medo de deixar de ver e de cheirar...

Mas o meu maior medo, é sem dúvida o de deixar de sentir...

E estou com insónias outra vez...acordo, adormeço, acordo e adormeço de novo...e andam os fantasmas a gritar-me ao ouvido...

No fundo é uma tortura que a minha mente dá ao meu corpo, e porquê? Que mal fez o corpo à mente para esta tortura...?

Tenho perfeita noção de que nestes últimos tempos não tenho sido a pessoa ou o ser estranho que já fui, mas estou a voltar a ser, e é em toda esta "estranheza" que me sinto bem, está a voltar a vontade de sorrir, a vontade de tocar, de cheirar, de sentir.

Tudo tem que ser feito devagarinho, para saber melhor, sei que me vai custar imenso...mas pode ser que valha a pena...que era tudo o que eu queria neste momento, que valha realmente a pena.

Não sou de ter grandes objectivos na vida, vou vivendo um dia de cada vez, não há dias piores nem dias melhores, há dias diferentes...

E agora vou voltar para o quentinho da cama, vou-me enroscar nos lençóis e ficar acordado a saborear o escuro até vir o sono e me levar numa viagem até dentro de mim...

Pode ser que veja o nascer dos raios de sol a consumir o escuro lentamente pela persiana...é esperar para ver...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Insónias...


Ando sem sono...Como posso eu acordar se nem tão pouco consigo dormir...?
E não vou querer acordar quando adormecer...
Os segundos passeiam pelo meu corpo...as horas pela minha boca...

Vejo números no tecto escuro...
Sinto o som do silêncio a vibrar nas paredes...
Pensamentos em colisão...
Cores a dançar na cama...
Fantasmas na mente...
O corpo pesado...
A chuva nas janelas...
O sonhar acordado...
O esticar dos braços à procura...
O apetecer...
Os susurros...
Os segredos...
A perdição...

Tanta música junta...e no fundo, um silêncio assustador...que me embala, lentamente no meu sono...

E tento...

E vou tentando...e mesmo assim...quando me esforço mais um pouco, já é de dia...

Mais uma noite...menos uma noite...

sábado, 24 de maio de 2008

E quando nos perdemos...


E quando nos perdemos...

Numa gargalhada...
Num sorriso...
Num olhar...
Numa calinada...
Num beijo...
Numa música...
Num sentimento...
Num simples adeus...
Numa saudade...
Num fim de tarde...
Num desejo...
Numa ferradela...
Numa lambidela...
Num tocar de dedos...
Num entrelaçar de braços...
No frio...
No calor do sol...

Completamente, em nós...?

Hoje é um daqueles dias de soltar um grande "Foda-se..."...e vai doendo...e roendo por dentro...

É hora de acordar, de fazer sentido, de querer ficar parado no tempo...? Talvez...

"Não sei para onde vou...mas já estou a caminho..."...Sem dúvida...

sexta-feira, 28 de março de 2008

Pergunta sem resposta...


Por muito que tente perceber a minha vida ou a de alguém, por muito que tente perceber grande parte de tudo o que penso, só encontro uma resposta, deixei de sentir.

E dói-me...dói-me bastante saber que deixei de sentir o que faço, deixei de sentir o que cheiro...tudo e mais alguma coisa...não sinto dor, não sinto nada.

A minha vida deixou de ter grande sentido, de ter grande sabor, de ter algum significado, e deixei-me levar pela rotina de fazer o que faço todos os dias...deixo-me adormecer sem mais nem menos...apenas e só.

Não tenho vontade de sorrir, não tenho vontade de estar com ninguém, não tenho vontade de escrever, não tenho vontade de saír, de ouvir música ou até comer um gelado...

Voltei à fase da minha vida em que nada faz sentido, em que não me conheço, em que tomo atitudes não acertadas, em que me fecho dentro da minha carapaça sem vontade que alguém me veja ou me toque...

Nem certas lágrimas me fazem sentir alguma coisa...

É um grande vazio, frio e negro buraco que sinto...

E a pergunta diária que faz parte da rotina é sempre a mesma: Porquê...?

Há resposta...? Talvez haja...mas não a vou procurar...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O Primeiro Encontro...


Duas da manhã, estava ele em casa a ver televisão, não passava nada de jeito...
Uma enorme vontade de ver alguém o invadiu, vestiu-se e saiu porta fora, sem esperança, sem rumo, sem nada, apenas corpo e mente presentes num só...

Por ruas conhecidas e desconhecidas, vagueava no escuro quase sem ser visto, cigarro após cigarro poucos minutos passavam...uma lágrima escorria-lhe pelo rosto, talvez pelo frio, talvez por tristeza, talvez porque tinha vida própria e não queria viver presa no olhar de alguém...

Tal era o silêncio que ele conseguía ouvir o seu próprio coração bater, a ganga das calças a roçar, as nuvens a dançar e a Lua a observá-lo a cada passo que dava...

A solidão acompanhava-o pelo caminho que percorria...até que chega à praia...tira as sapatilhas, sente o frio da areia molhada e mergulha na escuridão...arrasta-se até a uma rocha que parecia ter o formato esculpido das suas costas, que outrora foi o seu "pouso" de descanso da mente...

Acende mais um cigarro, tão concentrado que estava naquele silêncio, ouvia apenas o cigarro a ser consumido e a sua concentração pára de repente com um "fungar" de um nariz húmido, olha calmamente para o lado e vê-a ali parada a olhar para o vazio do mar...ganha coragem e pergunta:

-Estás aí há muito tempo...?

Ela surpreendida pelo estranho, observa-o...olha-o de cima a baixo...sente o cheiro do seu perfume entrar-lhe nas narinas e sente aquele aroma percorrer-lhe os sentidos como se fosse um abraço de carinho...entretanto, enche os pulmões com pouco ar, ganha pouca coragem e responde:

-Nem sei...não me lembro...

Ele repara no brilho nos seus olhos que reflectem a Lua, nos seus cabelos lisos, nas suas unhas moldadas e perfeitas, na sua pele branca e imagina como pode parecer algodão...fica intimidado:

-Incomodei-te...? Não quero estar incomodar-te, eu vou para outro lado...

Ela:

-Não, deixa-te estar...tens um cigarro...? Acabaram-se os meus...

Ele tira o maço do bolso e dá-lhe...ela tira um e devolve-o, tenta freneticamente acender o seu isqueiro azul, mas em vão, o isqueiro talvez por estar com frio não queria acender, ou talvez porque simplesmente tinha ficado sem vida...
Ele sem falar, empresta-lhe o seu, ela acende o cigarro e olha para o mar outra vez...
Ele fica a observa-la desta vez...em silêncio, passam uns largos minutos, acende ele um cigarro e pergunta-lhe:

-Tens nome...?

-Julliette...e tu?

-Já tive nome, agora não...

-O que lhe aconteceu...?

-Perdi-o há muito...

-Perdeste-o como...?

-Perdi-o simplesmente...

-Sentes-te triste...? Pareces abatido...

-Triste não, estou calmo...

-Porquê?

-Talvez por tua causa...

-O que tenho eu a ver com a tua calma...?

-Nem sei, mas desde que te vi, acabou a luz e o som...acabou tudo de repente, como se me tivesses roubado tudo o que tinha num olhar...

Ela cora de repente, fica sem saber o que dizer, sem ar para falar, o seu coração bate tão depressa que quase lhe sai pela boca...desvia rápidamente o olhar, levanta-se e diz:

-Vou-me embora, está a ficar tarde...gostei de te conhecer, pode ser que um dia me digas o teu nome...

Ele sem tirar desviar o olhar do dela responde:

-Eu também gostei de te conhecer Julliette...

Ela quase entra em pânico, mas quem seria este estranho que a atormentou, que lhe mexeu com os sentidos, que a invadiu assim de repente, que lhe fez bater o coração tão rápido em apenas uns momentos...? Quem seria ele...? E com uma enorme vontade de o ver outra vez afasta-se lentamente esperando a cada passo que dava, uma palavra, um gesto, um toque na sua face, um beijo talvez...ou um simples adeus...

Ele permanecia sentado no seu "pouso" improvisado, acaba de fumar o cigarro e vê Julliette a afastar-se cada vez mais...Corre para ela silenciosamente e diz-lhe:

-Queres saber o meu nome..?

-Quero!

-Porquê...?

-Não sei, preciso de saber...

-Talvez um dia te veja por aí, talvez um dia nos encontremos, talvez um dia...mas hoje não tenho nome, da próxima vez que te encontrar, e podes ter a certeza que o vou fazer, digo-te...pode ser..?

Ela sorriu, acenou com a cabeça, beijou-lhe a bochecha e começa a correr pela rua, com uma lágrima feliz no olho...mas a lágrima dela não caiu, agarrou-se e ficou...

Ele sorriu também, deixou-a ir sem impedimentos, senta-se no muro da praia, acende um cigarro e fica lá toda a noite a lembrar-se do olhar de Julliette...

Continua...? Talvez...um dia...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Muita gente...


Muita gente fala em viver a vida intensamente, mas tenho a certeza que muito poucos o sabem fazer...

Pelo que observo à minha volta, muita gente desejava por vezes ter uma vida diferente, nem que fosse por uns minutos, uns segundos, umas horas ou até uns dias...muitos queriam ser mais atrevidos, muitos queriam sentir o sangue a correr nas veias, muitos queriam sentir o cheiro do desejo, muitos queriam olhar no espelho de manhã e gostar do que se vê, muitos queriam sorrir com algo sem importância, muitos queriam saber seduzir aquele alguém que tanto deseja, muitos queriam...mas poucos o conseguem...

Os tempos mudam, as horas mudam, as pessoas mudam, o tempo e a noite muda para o dia, mas eu não quero mudar, quero manter-me assim, verdadeiro acima de tudo, tal e qual como sou, sem tirar nem pôr...

Por vezes sinto pena de algumas pessoas que não conseguem preservar a sua essência, que não conseguem viver, que vivem num estado de negação e que simplesmente sobrevivem...deve ser a força da habituação...

Nestes últimos tempos da minha vida, penso que me situo no meio destas duas "categorias" de pessoas, não tenho vontade de sair nem de nada, talvez seja uma fase, talvez seja um sinal, talvez seja algo de nada misturado com fumo e com gelado de limão...talvez me sinta um zombie...

E sim, quero e sei que vou viver um dia, não hoje, não amanhã, mas um dia...e quando esse dia chegar, espero estar aqui para o receber de braços abertos...

Se faz sentido...? Se tem sabor...? Se tem cheiro...? Se se sente na pele o seu toque na pele...? Talvez alguns encontrem a resposta, talvez alguns a tentem procurar, e provavelmente, muitos nunca irão tão pouco ter a "coragem" para se sentirem com forças para tal...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

O que me faz escrever...


...No fundo sou eu o motivo de escrever...mas misturado com sabores, cores, chuva, tudo e nada...

São memórias de abraços ou de cheiros...de momentos e de trocas de olhares...se ando perdido...? Talvez...

A minha cabeça está a mil à hora num momento, como de repente pára e arranca outra vez...

Sinto-me amargo, fora de mim, não eu nem ninguém...

E esqueci-me do que ia escrever a seguir, são estas as palavras soltas...apenas e só! Não há mais...

E estou desconsolado...queria um chocolate!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Sem palavras...


E como ando sem palavras...cá fica um Prazer...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Derreter de Desejo...



É não ter tempo para amar...
É ter o sangue a ferver nas veias...
É segredos ao ouvido...
É toque...
É magia...
É prazer...
É chocolate quente...
É lamber...
É ferrar...
É mãos entrelaçadas...
É suor de dois corpos fundidos num só...
É fazer sofrer...
É sentir o quente no frio...
É escrever palavras de amor com a língua...
É umbigo...
É respiração ofegante...
É gemido...
É sentir cada batida do coração...
É unhas espetadas na pele...
É quente...
É dar...
É tirar...
É sentir...
É amar...
É dar vontade ao desejo...
É não resistir...
É o jogo da sedução...
E por fim...é morrer num orgasmo...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Somewhere...


Somewhere along the way home...



-Where am I ? arrgh, this is my head working again, I have to do something,
I must stop this kind of things, getting lost because I start dreaming about things
that I can't even remember when I fall down on earth...all right, lets go home,
this time I will follow the wood trail off the road, so I won't get lost again...
But, I sense something heading this way, something huge and noisy...and whats that ?
two big lights and that thing looks quite like some kind of machine, ho, of course
its a jeep, and I'm in the middle of the road...

so there I was, in the middle of the road, and the jeep didn't seem disturbed about it,
instead, it stopped, and then, someone came out of it, a young lady, shorter than me
with big and beautiful brown eyes, a curly hair just the same colour as the eyes.
Then she looked at me and said :

-Hi !
-Hello !
-Hmm can you help me ? See, i'm lost .
-I'm lost too...
-Really ?
-From a certain point of view, but you're lost?
-Ironicly, I wanna get out of here, so yes, I'm lost !
-Its easy, just follow this road and you'll get into the highway, and, forgive me,
it's just that you remind me someone I don't wanna know...
-Ho, you don't have to apologize, but, why you don't you wanna know the one I remind you ?
-Because she wants to kill me .
-Why ?
-Ask her, she's the one with death thoughts .
-I think I know why, probably because she loves you .
-She loves me and wants to kill me ?
-You're not make any sense at all...
-She wants to kill me because she can't love anyone else like she loves me...
-Precisely..
-That makes sense...but...who are you ?
-Me, well, its just like you said, I remind you someone You don't wanna know...

Strange, but true, and some people don't realise what this means, but I can explain it,
it's easy, she killed me, yes, she did, in fact, I'm still dead, because I don't wanna
know her, just like that, and at her eyes, I'm dead...

By Mr "K, .."

Fumo...ou Fuminho...?


Fumo

Se eu soubesse apreciar a espontaneidade de um "fumo" diria que é bom, mas eu não sei
apreciar, porque a minha cabeça vive de "fumos", milhões e milhões de ideias que
nascem vivem e evaporam.se em segundos, muitas eu não consigo sequer recordar.me delas
outras ainda vou a tempo de regista.las, mas, contudo, pondero.me, porque que a minha
cabeça me faz isto ? porque que eu penso se o que me torna Eu são sentimentos ?
Porque penso um dia vir a sentir um pensamento tal e qual como ele é, um "fumo"
que não se evapore, que nasça e viva e fique vivo ate ao dia de o meu corpo
se desintegrar com a terra...Mas pensando assim, em "fumos" que se foram, só me leva
a uma conclusão, uma única conclusão..são nuvens que pairam no ar, e estão apenas
tão longe que eu não lhes consigo chegar, pelo menos, sem pensar...
La estou eu a ser estranho e sem sentido novamente, contudo, a pergunta ta lançada no ar,
sonhar uma realidade e viver acordado não será o mesmo ?

Penso, pensem, e diga.mos todos juntos o que achamos disto...


É confuso, mas é assim que nos conhece.mos a nós próprios, sim, é na confusão, porque ?
Simples, mais uma vez a simplicidade, porque nós conhecemos melhor a nossa secretária
quando ta desarrumada...e assim nos conhece.mos, desarrumados e dispersos, pensamentos,
e o meu ultimo pensamento, e alias, o pensamento de muito boa gente, é o seguinte :

não consigo pensar em não sentir aquilo que penso, mas não consigo sentir em pensar
naquilo que penso, porque não consigo evitar ser quem eu sou...

By Mr. "K, .."

sábado, 2 de junho de 2007

Quero Uma Cereja...


Neste momento era tudo o que queria...uma cereja bem doce e sumarenta na minha boca...este ano ainda nem lhes tomei o gosto!

Quando chegar a hora...vingo-me! =)

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Quero-te...


Nas profundezas do meu ser, em cada batida do meu coração, vou procurar o meu desejo adormecido...

Queima como um fogo selvagem a consumir uma floresta...Espalhando o calor seco nas minhas veias...Evaporando-se por cada poro do meu corpo...Queima até a minha sede ser apagada...

Devagarinho...persegue-me...e sinto o seu ofegar na minha orelha...

O fogo entra cada vez mais em mim, até eu ficar sem fôlego, até lhe tomar o gosto, até não lhe resistir mais...deixo-me envolver pelo seu quente sabor...como eu o quero...

Encontra o seu caminho na minha mente...tenta escapar, em todo o meu ser...não há saída...

Há apenas isto...em todos os cantos da minha alma...em todos degraus do meu coração que bate cada vez mais forte...esté ele adormecido...e a acordar aos poucos...o meu desejo...e com ele, estás tu em mim!