quinta-feira, 12 de junho de 2008

Calor...


Com este calor, o que sabia bem agora, não era um Cubo Mágico...era um Cubo de Gelo nas costas...era tão, mas tão bom...

Sem sabor, sem cheiro, frio, como Água...quero sabor e cheiro!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Aquela noite...Pura e Dura!


Hoje sim...soltei o espírito do desejo de mim...deixei-o voar...

Cheguei a tua casa...estavas tu com uma t-shirt grande branca...apenas com umas cuecas cor de rosa por baixo...nada mais...o cabelo molhado...quase a pingar...castanho...pelos ombros...

Senti passar por mim o odor que o teu cabelo libertava que se misturava com o cheiro das velas com sabor a morango...olhei para ti...sentei-me no sofá e acendi mais um cigarro...desviei o olhar para baixo e reparei que tinhas pintado as unhas de negro...gostei...a meio do cigarro subi por ti com o olhar...reparei que a t-shirt chegava a meio das coxas...a pele queimada do sol...imaginei-me lambendo o suor agridoce...mas contive-me...

Olhei em redor à procura do comando da tv...desapareceste por momentos...liguei-a...perguntaste-me se queria tomar algo e já nem me lembro se disse alguma coisa...minutos mais tarde trouxeste-me um copo de sumo...nem me lembro do sabor...bebi-o de uma só vez...acendi outro cigarro com a ponta quase morta do outro...dei vida a algo...

Ouvi barulho na cozinha mas não liguei...pus-me a mudar de canal sem atenção ao que estava a dar...dei por mim a ver um documentário sobre caranguejos...vieste sentar-te ao pé de mim...colada a mim...senti algo frio e húmido no braço...era uma pinga que se soltou do teu cabelo...deixei-a ser absorvida por mim...fizeste-me abraçar-te...pegando no meu braço...e ali ficamos..durante um tempo...ajeitas-te a posição..e senti o teu seio..redondo e rijo...como um limão...excitei-me...mas mais uma vez...contive-me...

Apoiei-me nas duas mãos e levantei-me...perguntaste-me onde ia...não te respondi...fui á casa de banho...olhei-me no espelho...esfreguei a cara...senti a água a mergulhar no meu peito...não o sequei...limpei a cara...olho-me de relance ao espelho e saio...fui á cozinha...abro o congelador e tiro duas pedras de gelo e ponho-as num copo...vou na tua direcção sem falar...sem expressão estampada em mim...levantaste-te em direcção a mim...atirei-te para cima do sofá...ficaste a olhar para mim com dúvida de algo...pouso o copo para cima da mesa de vidro que quase que partia com tanta violência...esticaste-te como uma sereia a apanhar banhos de sol em cima duma rocha perdida no meio do mar...com as pernas cruzadas...

fui para cima de ti...beijei-te...ferrei-te...fiz de tudo para não te desejar...mas o desejo não perdoava...encontrei o amor nos teus olhos se mi abertos...de joelhos aos teus pés...rasguei-te a t-shirt a meio...estiquei-me e consegui apanhar o copo...as duas pedras de gelo quase que só pareciam uma...parti-as a meio com os dentes que se queixaram de dor quando as trinquei...segurei uma com os dentes e colei-me a ti...vi como trincavas o lábio inferior com os olhos grandes e azuis que só queriam fechar e voar...olhar de ternura...percorri os mamilos duros e redondos como duas moedas de ouro...o gelo derretia...cada vez mais...até que o deixei cair por ti abaixo...parou no umbigo...soltas-te um gemido...parou no umbigo...segurei-te os braços e lutavas com as pernas para te soltar...mas não te soltei...gemias...e gemias mais ainda e não te soltei...fiquei a observar o liquido transparente que se acendia na tua pele morena...derreteu...ficou á temperatura do teu corpo...levantei-me com um sorriso malvado...no mesmo segundo ficaste de 4 no sofá...olhaste para mim e disseste-me..."fode-me como nunca fodeste ninguém..."...tirei-te as cuecas encharcadas...baixei-me e lambi o liquido escorrido nas coxas que o teu interior não conseguia reter...levantei a cabeça e penetrei-te com a minha língua quente e molhada...saliva dentro de ti...misturada com prazer...tu tremias e crescias ainda mais...ferrava o teu clitóris que latejava...gemias e gritavas para que não parasse...entrei em ti...mergulhei a língua dentro de ti...como a um corneto de morango...sentia o doce...saboreava o amargo...vieste-te como uma louca...já não tinhas força para te aguentar nos joelhos...mas não te deixei ir abaixo...agora sim...não me conti...e meti a força do meu ser devagar enquanto gemias...agarrei-te pelas nádegas e fodi-te com uma força tal que ficaste com elas marcadas...as minhas mãos marcadas em ti...na pele morena...vermelha...ouvia...sentia...quente...húmida...molhada...encharcada...gemias...eras tu...a dizer-me para não parar...a minha excitação crescia ainda mais...agarrei-te com uma mão pelo cabelo e outra no ombro esquerdo...vieste-te outra vez...estavas no auge...sentias-te uma fera a ser dominada...por mim...agarrei-te pelas ancas largas que sobressaem nas saias curtas que usas e apertei-te...colei-te a mim...vim-me dentro de ti...soltei toda a minha vida dentro de ti...larguei-te e no mesmo momento deixaste-te escorregar até caíres...

Disseste-me "adorei...!"...olhei para ti...corri-te com o olhar...sorri...reparei como estavas encharcada de suor no sofá de couro preto baço...aproximei-me...beijei-te a testa...passei a mão no teu rosto...e lá ficaste tu...nua...com o desejo do prazer saciado...virei costas...dirigi-me á porta de saída...soltei mais um sorriso...acendi mais um cigarro e saí...e não...neste tempo todo não falei...quiseste que te amasse e foi o que fiz...amei-te...dei-te prazer...

( Foi escrito há bastante tempo...mas só hoje me deu para o por aqui... )

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Surpresa...


Ela sabia que Ele gostava de surpresas...por isso fez-lhe uma...

Uma da manhã, chega ele a casa, o trabalho não tinha corrido bem, estava cansado, suado, tinha os pés frios e a cabeça quente...

Começa aquela rotina de quando chega a casa, atira a roupa pelo quarto e quer um banho...até que vê uma luz quase a desfalecer pelo pouco que a porta deixava ver...era a vela...

Abre a porta lentamente, olha para o chão e vê a roupa dela...olha para a cama e sorri...fica uns momentos encostado à parede só a observar...

Ela estava com uma mão por baixo da almofada dele, uma perna dobrada em forma de quatro de fora dos lençóis, as costas que tinham aquele tom de chocolate mas que eram viciantes como café para Ele, estavam descobertas, as ancas meias descobertas deixavam adivinhar aquelas cuecas de vela pretas uma camisa de dormir negra, quase transparente, queria estar bonita para Ele...estava tranquila, quase que era pecado acordá-la naquele momento...

Ele suspira, vai directo para a banheira...a água quase a escaldar cobre-o como um manto de veludo...Ele gosta...é como uma pequena delícia...seca-se, mas não totalmente, passa a toalha ao de leve, gosta de sair do banho e sentir o corpo a fumegar e húmido...

Vai em direcção para a cama...entra devagarinho, para não a acordar, gosta de a ver assim, tranquilamente deliciada no seu sonho...

Passa as pontas dos dedos lentamente, pelos tornozelos, joelhos, coxas, ancas, ventre, peito, ombros, e pára na sua face...

Afasta-lhe o cabelo, beija-lhe o pescoço...

Diz-lhe num tom meloso:

- Sabes o que mais gosto em ti...? A oportunidade de conhecer algo novo de ti todos os dias...

Ela vira-se para ele, beija-o, esboça um sorriso, cheira-lhe o pescoço, e aninha-se no seu colo, no calor do seu abraço, sentia-se protegida, não havia nada de que ela tivesse medo quando lá estava assim, perdida...

Ele penteia-lhe o cabelo com as pontas dos dedos e diz-lhe:

- Apeteces-me, mesmo quando estás em silêncio...

Beija-a na testa, cheira-lhe o sorriso que o seduz, enrosca-se nela, e adormece assim, calmo, com um sorriso nos lábios, só pela satisfação de a ter ali naquele momento...


quinta-feira, 29 de maio de 2008

Olhar...


Um olhar por vezes diz-nos muito, há que os saber interpretar e mergulhar até conseguirmos "roubar" alguns segredos...

É feio "roubar", mas é algo que não dá para resistir...faz parte do meu ser...

E agora vou-me perder nos lençóis da minha cama...ver se consigo incendiar as estrelas que lá tenho, absorver o cheiro do quarto, e guardá-lo em mim...

( Continua depois do sonho... )

3:13

Acendo um cigarro...

Eu sonhei, mas sonhei com algo que me inquietou, os meus medos...

Tenho medo de não viver tudo o que tenciono viver, mas não de morrer...
Tenho medo de não já saber amar, mas não de me apaixonar...
Tenho medo de não conseguir sonhar, mas não de adormecer...
Tenho medo de deixar de ver e de cheirar...

Mas o meu maior medo, é sem dúvida o de deixar de sentir...

E estou com insónias outra vez...acordo, adormeço, acordo e adormeço de novo...e andam os fantasmas a gritar-me ao ouvido...

No fundo é uma tortura que a minha mente dá ao meu corpo, e porquê? Que mal fez o corpo à mente para esta tortura...?

Tenho perfeita noção de que nestes últimos tempos não tenho sido a pessoa ou o ser estranho que já fui, mas estou a voltar a ser, e é em toda esta "estranheza" que me sinto bem, está a voltar a vontade de sorrir, a vontade de tocar, de cheirar, de sentir.

Tudo tem que ser feito devagarinho, para saber melhor, sei que me vai custar imenso...mas pode ser que valha a pena...que era tudo o que eu queria neste momento, que valha realmente a pena.

Não sou de ter grandes objectivos na vida, vou vivendo um dia de cada vez, não há dias piores nem dias melhores, há dias diferentes...

E agora vou voltar para o quentinho da cama, vou-me enroscar nos lençóis e ficar acordado a saborear o escuro até vir o sono e me levar numa viagem até dentro de mim...

Pode ser que veja o nascer dos raios de sol a consumir o escuro lentamente pela persiana...é esperar para ver...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Insónias...


Ando sem sono...Como posso eu acordar se nem tão pouco consigo dormir...?
E não vou querer acordar quando adormecer...
Os segundos passeiam pelo meu corpo...as horas pela minha boca...

Vejo números no tecto escuro...
Sinto o som do silêncio a vibrar nas paredes...
Pensamentos em colisão...
Cores a dançar na cama...
Fantasmas na mente...
O corpo pesado...
A chuva nas janelas...
O sonhar acordado...
O esticar dos braços à procura...
O apetecer...
Os susurros...
Os segredos...
A perdição...

Tanta música junta...e no fundo, um silêncio assustador...que me embala, lentamente no meu sono...

E tento...

E vou tentando...e mesmo assim...quando me esforço mais um pouco, já é de dia...

Mais uma noite...menos uma noite...

sábado, 24 de maio de 2008

E quando nos perdemos...


E quando nos perdemos...

Numa gargalhada...
Num sorriso...
Num olhar...
Numa calinada...
Num beijo...
Numa música...
Num sentimento...
Num simples adeus...
Numa saudade...
Num fim de tarde...
Num desejo...
Numa ferradela...
Numa lambidela...
Num tocar de dedos...
Num entrelaçar de braços...
No frio...
No calor do sol...

Completamente, em nós...?

Hoje é um daqueles dias de soltar um grande "Foda-se..."...e vai doendo...e roendo por dentro...

É hora de acordar, de fazer sentido, de querer ficar parado no tempo...? Talvez...

"Não sei para onde vou...mas já estou a caminho..."...Sem dúvida...

sexta-feira, 28 de março de 2008

Pergunta sem resposta...


Por muito que tente perceber a minha vida ou a de alguém, por muito que tente perceber grande parte de tudo o que penso, só encontro uma resposta, deixei de sentir.

E dói-me...dói-me bastante saber que deixei de sentir o que faço, deixei de sentir o que cheiro...tudo e mais alguma coisa...não sinto dor, não sinto nada.

A minha vida deixou de ter grande sentido, de ter grande sabor, de ter algum significado, e deixei-me levar pela rotina de fazer o que faço todos os dias...deixo-me adormecer sem mais nem menos...apenas e só.

Não tenho vontade de sorrir, não tenho vontade de estar com ninguém, não tenho vontade de escrever, não tenho vontade de saír, de ouvir música ou até comer um gelado...

Voltei à fase da minha vida em que nada faz sentido, em que não me conheço, em que tomo atitudes não acertadas, em que me fecho dentro da minha carapaça sem vontade que alguém me veja ou me toque...

Nem certas lágrimas me fazem sentir alguma coisa...

É um grande vazio, frio e negro buraco que sinto...

E a pergunta diária que faz parte da rotina é sempre a mesma: Porquê...?

Há resposta...? Talvez haja...mas não a vou procurar...